O espectro da esquizofrenia no DSM-5-TR: limites e possibilidades de um modelo híbrido

Autores

  • Luana Cristina Soares Almeida Faculdade Sete Lagoas, Rua Itália Pontelo, 41, 35700-170, Sete Lagoas, MG, Brasil.
  • Carla Amorim Faculdade Sete Lagoas, Rua Itália Pontelo, 41, 35700-170, Sete Lagoas, MG, Brasil.

Palavras-chave:

Esquizofrenia, DSM-5-TR, Diagnóstico, Psicopatologia, Saúde mental

Resumo

O DSM-5-TR propõe a organização dos transtornos psicóticos a partir da noção de espectro, indicando um movimento em direção à superação de modelos diagnósticos estritamente categoriais. No entanto, essa proposta ainda apresenta contradições importantes que limitam sua aplicabilidade clínica. Neste texto, defende-se uma análise crítica do modelo de espectro da esquizofrenia no DSM-5-TR, articulando contribuições da psicopatologia, neurociência, psicologia e saúde coletiva. Argumenta-se que, embora o manual incorpore elementos dimensionais, sua estrutura ainda se sustenta em critérios operacionais rígidos, especialmente baseados em tempo de duração e número de sintomas. Além disso, problematiza-se a centralidade dos sintomas positivos em detrimento dos sintomas negativos, bem como as limitações do modelo frente à heterogeneidade do transtorno e à influência de fatores socioculturais. Defende-se, de forma clara, que o DSM-5-TR avança ao reconhecer a continuidade dos fenômenos psicóticos, mas ainda se mostra insuficiente para compreender a esquizofrenia em sua complexidade. Assim, configura-se como um modelo híbrido que, embora represente um avanço, permanece limitado por uma estrutura diagnóstica que não acompanha plenamente a complexidade do fenômeno clínico.

Referências

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Publicado

03-08-2026