Esquizofrenia: diagnóstico, critérios clínicos e evolução histórica entre DSM-5-TR e CID-11
Palavras-chave:
Esquizofrenia, Critérios Diagnósticos, Evolução histórica, DSM-5 -TR, CID-11Resumo
O presente artigo tem como objetivo analisar a evolução histórica do conceito de esquizofrenia, abordando os critérios diagnósticos presentes nos manuais classificatórios, além de discutir sobre as convergências e divergências entre o DSM-5-TR e a CID-11. Inicialmente, apresenta-se um breve panorama histórico acerca do transtorno, desde as concepções de Benedict Morel até os dias atuais. Em seguida discute-se sobre a evolução histórica dos critérios diagnósticos desde o DSM-I, enfatizando as atualizações presentes na CID-11. Por fim, refletiu-se acerca das convergências e divergências existentes entre os manuais diagnósticos vigentes, DSM-5-TR e CID-11, além de tecer reflexões acerca das considerações clínicas e das implicações para o diagnóstico atual. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada a partir de buscas em bases de dados científicas como SciELO, PubMed, PePSIC, Google Acadêmico e APAPsycNet, além de livros e manuais diagnósticos. Os achados apresentam a transição do termo “demência precoce” utilizados por Kraepelin e Morel para o termo “esquizofrenia” introduzido por Bleuler e evidenciam uma transição de modelos predominantemente categoriais para abordagens híbridas categorial-dimensionais, com convergência na exclusão dos sintomas de primeira ordem de Kurt Schneider e dos subtipos diagnósticos, além de divergências na organização dos domínios sintomáticos e nos critérios funcionais, impactando a prática clínica contemporânea. Conclui-se que a avaliação clínica deve considerar fatores culturais, sociais e cognitivos, contribuindo para maior precisão diagnóstica.
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