FACSETE Health Sciences
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"FACSETE Health Sciences" FACSETE Health Sciences "facsetehealthsciences"Faculdade Sete Lagoaspt-BRFACSETE Health Sciences2965-1069Esquizofrenia: compreender, cuidar e incluir
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<p>Este dossiê temático da FACSETE Health Sciences reúne cinco estudos dedicados à esquizofrenia, examinada em suas dimensões diagnóstica, histórica, psicológica, neurocognitiva e social. Os artigos discutem os limites do modelo de espectro do DSM-5-TR, a evolução dos critérios classificatórios e as aproximações e divergências entre o DSM-5-TR e a CID-11; exploram as contribuições da Psicologia Analítica e da Terapia Cognitivo-Comportamental; analisam os déficits cognitivos e executivos e os alcances da psicofarmacologia; e problematizam o estigma, os direitos e os desafios da inclusão social. Embora partam de perspectivas distintas, os trabalhos convergem na compreensão de que a esquizofrenia não pode ser reduzida a sintomas ou categorias diagnósticas. Seu cuidado exige abordagens integradas, sensíveis à subjetividade, à funcionalidade, ao contexto sociocultural e à cidadania das pessoas diagnosticadas.</p>Fernando Felicioni
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2026-08-032026-08-0352O espectro da esquizofrenia no DSM-5-TR: limites e possibilidades de um modelo híbrido
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<p>O DSM-5-TR propõe a organização dos transtornos psicóticos a partir da noção de espectro, indicando um movimento em direção à superação de modelos diagnósticos estritamente categoriais. No entanto, essa proposta ainda apresenta contradições importantes que limitam sua aplicabilidade clínica. Neste texto, defende-se uma análise crítica do modelo de espectro da esquizofrenia no DSM-5-TR, articulando contribuições da psicopatologia, neurociência, psicologia e saúde coletiva. Argumenta-se que, embora o manual incorpore elementos dimensionais, sua estrutura ainda se sustenta em critérios operacionais rígidos, especialmente baseados em tempo de duração e número de sintomas. Além disso, problematiza-se a centralidade dos sintomas positivos em detrimento dos sintomas negativos, bem como as limitações do modelo frente à heterogeneidade do transtorno e à influência de fatores socioculturais. Defende-se, de forma clara, que o DSM-5-TR avança ao reconhecer a continuidade dos fenômenos psicóticos, mas ainda se mostra insuficiente para compreender a esquizofrenia em sua complexidade. Assim, configura-se como um modelo híbrido que, embora represente um avanço, permanece limitado por uma estrutura diagnóstica que não acompanha plenamente a complexidade do fenômeno clínico.</p>Luana Cristina Soares AlmeidaCarla Cristina Amorim
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2026-08-032026-08-0352Esquizofrenia: diagnóstico, critérios clínicos e evolução histórica entre DSM-5-TR e CID-11
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<p>O presente artigo tem como objetivo analisar a evolução histórica do conceito de esquizofrenia, abordando os critérios diagnósticos presentes nos manuais classificatórios, além de discutir sobre as convergências e divergências entre o DSM-5-TR e a CID-11. Inicialmente, apresenta-se um breve panorama histórico acerca do transtorno, desde as concepções de Benedict Morel até os dias atuais. Em seguida discute-se sobre a evolução histórica dos critérios diagnósticos desde o DSM-I, enfatizando as atualizações presentes na CID-11. Por fim, refletiu-se acerca das convergências e divergências existentes entre os manuais diagnósticos vigentes, DSM-5-TR e CID-11, além de tecer reflexões acerca das considerações clínicas e das implicações para o diagnóstico atual. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada a partir de buscas em bases de dados científicas como SciELO, PubMed, PePSIC, Google Acadêmico e APAPsycNet, além de livros e manuais diagnósticos. Os achados apresentam a transição do termo “demência precoce” utilizados por Kraepelin e Morel para o termo “esquizofrenia” introduzido por Bleuler e evidenciam uma transição de modelos predominantemente categoriais para abordagens híbridas categorial-dimensionais, com convergência na exclusão dos sintomas de primeira ordem de Kurt Schneider e dos subtipos diagnósticos, além de divergências na organização dos domínios sintomáticos e nos critérios funcionais, impactando a prática clínica contemporânea. Conclui-se que a avaliação clínica deve considerar fatores culturais, sociais e cognitivos, contribuindo para maior precisão diagnóstica.</p>Maria Luiza Maia Oliveira Luana Cristina Soares AlmeidaCarla Cristina Amorim
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2026-08-032026-08-0352Esquizofrenia: perspectivas da Psicologia Analítica e da Terapia Cognitivo-Comportamental
https://facsete.com.br/revista/index.php/FACSETEHealthSciences/article/view/156
<p>A esquizofrenia é um transtorno caracterizado por alterações no pensamento, na percepção, das emoções e no comportamento, envolvendo sintomas positivos, negativos e prejuízos cognitivos. Tradicionalmente compreendida a partir de modelos biomédicos, a esquizofrenia tem sido progressivamente analisada também sob perspectivas psicológicas que valorizam a experiência subjetiva do indivíduo. O presente estudo tem como objetivo integrar as contribuições da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e da Psicologia Analítica para a compreensão e o manejo da esquizofrenia, especialmente no que se refere aos delírios e às alucinações. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa, fundamentada em literatura clássica e contemporânea. A TCC é apresentada como uma abordagem estruturada e baseada em evidências, que enfatiza a conceitualização cognitiva dos sintomas psicóticos, a avaliação dos significados atribuídos às experiências e o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento adaptativas. A Psicologia Analítica, por sua vez, contribui com a compreensão simbólica dos conteúdos psicóticos, considerando os delírios e alucinações como expressões do inconsciente e manifestações arquetípicas, possibilitando uma leitura mais objetiva do sofrimento psíquico. Os resultados indicam que a articulação entre essas abordagens permite uma compreensão mais abrangente da esquizofrenia, ao integrar técnicas de intervenção clínica com a valorização do mundo interno e simbólico do paciente, favorecendo o cuidado psicológico de forma complementar ao tratamento farmacológico.</p>Camilla E. B. SousaLeandro M. SouzaLuana Cristina Soares AlmeidaCarla Cristina Amorim
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2026-08-032026-08-0352Neuropsicologia e Psicofarmacologia na Esquizofrenia
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<p>A esquizofrenia é caracterizada por alterações persistentes no pensamento, na percepção e no comportamento, com repercussões significativas no funcionamento social e ocupacional do indivíduo. Para além dos sintomas positivos e negativos, a literatura aponta a presença de alterações relevantes nas funções cognitivas, especialmente em processos como atenção, memória de trabalho, velocidade de processamento e funções executivas, havendo evidências de que os déficits estão relacionados a disfunções nos sistemas dopaminérgico, glutamatérgico e gabaérgico, bem como a alterações estruturais e funcionais nos circuitos frontais, temporais e talâmicos. Este estudo teve como objetivo analisar os déficits cognitivos e executivos na esquizofrenia, considerando suas bases neurobiológicas, implicações psicofarmacológicas e repercussões clínicas. O presente artigo consiste em uma revisão narrativa da literatura, com estratégia de busca estruturada, realizada predominantemente na base PubMed/MEDLINE, complementada por produções científicas nacionais. Foram incluídos estudos publicados entre 2015 e 2025, nos idiomas português e inglês, abrangendo diferentes delineamentos metodológicos relevantes para a compreensão dos déficits cognitivos e executivos na esquizofrenia. A síntese dos achados foi conduzida de forma qualitativa e interpretativa. Embora os antipsicóticos demonstrem remissão dos sintomas positivos e negativos, seus efeitos sobre o funcionamento executivo e cognitivo são limitados. Alguns fármacos como guanfacina, vortioxetina, buspirona e minociclina apresentam efeitos positivos em domínios neurocognitivos específicos, sem evidência de melhora global da cognição. A avaliação neuropsicológica e as intervenções de remediação cognitiva são estratégias centrais no manejo clínico, sobretudo quando integradas ao tratamento farmacológico. Conclui-se que os déficits cognitivos e executivos representam um eixo central da esquizofrenia, com impacto funcional significativo e persistente, não sendo plenamente responsivos ao tratamento antipsicótico convencional, o que reforça a necessidade de abordagens clínicas integradas e funcionalmente orientadas.</p>Arthur A. AntunesHenrique A. BatistaLuana Cristina Soares AlmeidaCarla Cristina Amorim
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2026-08-032026-08-0352Esquizofrenia e sociedade: estigmas, direitos e inclusão social
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<p>O presente estudo analisa os estigmas associados à esquizofrenia, articulando conceitos da psicologia social com evidências empíricas e históricas. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa, realizada em bases de dados como SciELO, PubMed, repositórios universitários e plataformas governamentais, contemplando publicações prioritariamente dos últimos cinco anos (2020–2025), além de obras clássicas relevantes. Foram priorizados estudos que abordam a realidade latino-americana, em português e inglês. A análise foi estruturada em quatro eixos principais: (1) origens históricas do estigma; (2) manifestações contemporâneas em contextos brasileiros; (3) impactos em pessoas com esquizofrenia em situação de rua ou extrema vulnerabilidade; (4) legislações e políticas públicas como respostas e desafios de implementação. Os resultados indicam associação entre estigma, desigualdades sociais e dificuldades de acesso ao cuidado em saúde mental, especialmente em populações vulnerabilizadas. Destaca-se, ainda, o papel ambivalente da religiosidade, que pode atuar tanto como estratégia de acolhimento quanto como fator que dificulta o diagnóstico e o tratamento. Embora a Lei nº 10.216/2001 represente um avanço no campo normativo, sua efetividade depende da implementação de políticas públicas intersetoriais. Conclui-se que a esquizofrenia deve ser compreendida não apenas como um diagnóstico clínico, mas como um fenômeno social atravessado por processos de exclusão, preconceito e resistência, o que impõe desafios à promoção da cidadania e à efetivação do cuidado em saúde mental.</p>Alexandre A. F. ToledoRafaela C. S. RibeiroCarla Cristina AmorimLuana Cristina Soares Almeida
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2026-08-032026-08-0352